Semana de arte moderna de 13 a 17 de fevereiro de 1922.
TEXTO POR
FILIPE MASIERO
Formou-se em Artes Visuais na Unicamp em 2007 onde estudou desenho, pintura, fotografia, gravura, história da arte e pratica sobretudo pintura à óleo e guache, sendo um boa parte de seus melhores trabalhos constituída de retratos, seu gênero favorito. Suas áreas de interesse hoje são pintura, desenho, arquitetura, cinema e história, além de ser fanático por futebol e séries de TV..
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| O Semana de arte moderna de 13 a 17 de fevereiro de 1922.
A Semana de Arte Moderna foi um evento realizado no Teatro Municipal de São Paulo nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Nela ocorreram leituras de poemas, concertos musicais e exposições de artes visuais, incluindo pintura, escultura, desenho e projetos de arquitetura.
A Semana foi fruto do ambiente cosmopolita paulistano, impulsionado pela riqueza do café e do início da industrialização. Muitos dos artistas participantes são oriundos da burguesia de São Paulo. Muitos são os antecedentes da Semana: desde 1921 o poeta Oswald de Andrade já cogitava um grande evento artístico como comemoração dos 100 anos da independência do Brasil em 1922;
Já em 1917 a exposição de Anita Malfatti, na qual a artista expusera suas obras de influência fauvista e expressionista (suscitando duras críticas de Monteiro Lobato), contribuiu para despertar a consciência para o conservadorismo do meio artístico paulista e brasileiro entre os artistas de inclinação modernista.
Logo juntaram-se às fileiras, entre outros, os escritores Mário de Andrade, Graça Aranha, Menotti del Picchia, Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida; os pintores Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo Monteiro; o escultor Victor Brecheret; e o músico Heitor Villa-Lobos.
Apesar de não possuir um projeto artístico definido, nem concordância total entre seus diversos membros, a Semana atuou principalmente como o estopim de um movimento cujo objetivo era destruir aquilo que era entendido como o passadismo e o conservadorismo da cultura brasileira, e abrir caminho para uma cultura moderna e genuinamente nacional.
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